Alterações na tireoide podem surgir em qualquer fase da vida e, muitas vezes, seus sintomas são confundidos com cansaço, estresse ou mudanças naturais do organismo. Estar atento aos sinais e buscar avaliação médica é fundamental para identificar possíveis alterações e iniciar o acompanhamento adequado.
Localizada na parte anterior do pescoço, a tireoide é uma pequena glândula responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Esses hormônios participam da regulação do metabolismo e influenciam diferentes funções do organismo, como frequência cardíaca, temperatura corporal, funcionamento intestinal, peso, memória, concentração, humor, crescimento e desenvolvimento.
Apesar de pequena, portanto, a tireoide exerce um papel importante em diferentes fases da vida, da infância à terceira idade.
Dados divulgados pela BiblioSUS, do Ministério da Saúde, apontam que aproximadamente 10% da população adulta apresenta nódulos na tireoide. A boa notícia é que cerca de 90% a 95% desses nódulos são benignos. Ainda assim, alterações percebidas na região do pescoço devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Hipotireoidismo e hipertireoidismo estão entre as principais alterações
Quando a tireoide produz hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo. Entre os sinais que podem estar associados à condição estão cansaço e sonolência excessivos, pele seca, queda de cabelo, prisão de ventre, alterações de memória, ganho de peso, batimentos cardíacos mais lentos e alterações no ciclo menstrual.
Já o hipertireoidismo acontece quando há produção excessiva dos hormônios tireoidianos. Nesse caso, podem ocorrer aceleração dos batimentos cardíacos, dificuldade para dormir, sensação excessiva de calor, aumento da transpiração, alterações intestinais, mudanças no ciclo menstrual, agitação e perda de peso.
Como muitos desses sintomas também podem estar relacionados a outras condições, o diagnóstico não deve ser feito apenas pela presença de sinais clínicos. A avaliação médica e, quando indicados, exames laboratoriais são fundamentais.
Entre os principais exames utilizados para avaliar a função da tireoide estão as dosagens de TSH e T4 livre. Outros exames podem ser solicitados pelo médico de acordo com cada situação.
Atenção aos sinais do corpo
Além das alterações relacionadas ao funcionamento da glândula, é importante observar o próprio pescoço. Presença de caroços ou aumento de volume, rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou respirar e outras alterações na região devem ser investigadas.
A identificação de um nódulo não significa necessariamente câncer. A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna, mas somente a avaliação adequada pode determinar suas características e a necessidade de acompanhamento ou investigação complementar.
Outro cuidado importante é evitar a automedicação. Medicamentos contendo hormônios tireoidianos devem ser utilizados somente com indicação e acompanhamento médico. O tratamento varia conforme o tipo de alteração, sua causa e as características de cada paciente.
Informação e acompanhamento fazem diferença
Não existe uma única medida capaz de prevenir todas as doenças da tireoide. Por isso, mais do que falar apenas em prevenção, é fundamental estimular informação, atenção aos sinais, diagnóstico oportuno e acompanhamento profissional.
Pessoas que percebem alterações no organismo ou possuem fatores de risco devem procurar atendimento para que o profissional de saúde avalie a necessidade de investigação.
Para o presidente do CIMSA, Jorge Molina, ampliar o acesso à informação também é uma forma de fortalecer a prevenção e o cuidado com a população.
“Muitas vezes, as pessoas convivem com sintomas por muito tempo porque acreditam que aquele cansaço, aquela alteração no peso ou outras mudanças fazem parte da rotina. Nosso papel também é levar informação e incentivar a população a procurar atendimento. Quanto mais cedo identificamos um problema de saúde, mais cedo podemos cuidar dele e evitar possíveis complicações”, destaca Molina.
O CIMSA reforça a importância de não ignorar mudanças persistentes no organismo. Manter acompanhamento de saúde, procurar atendimento diante de sinais ou sintomas e realizar os exames indicados pelo profissional são atitudes fundamentais para o diagnóstico e tratamento adequados.
Cuidar da tireoide é cuidar do equilíbrio de todo o organismo. Informação, atenção aos sinais e acompanhamento médico fazem parte desse cuidado.
Autor: Assessoria de Imprensa Cimsa
Local: Birigui